terça-feira, 18 de agosto de 2009

O parto: Alice chegou



A madrugada foi sim interrompida pelas contrações (que no momento não passavam de dor de barriga – a santa proteção da ignorância) mas entre uma crise e outra e entre tentativas inúteis de ir ao banheiro, eu consegui, incrivelmente, dormir bem. Incrível mesmo, pois em poucas horas aconteceria a culminância da gravidez, o nascimento da Alice. Impressionante sentir que sim, eu já havia concluído uma das experiências mais interessantes pelas quais o ser humano pode passar: gerar outro ser humano.

O parto seria outra experiência tão grandiosa quanto, mas de curto prazo com hora marcada para começar e 40 minutos para terminar... Uma cirurgia sobre a qual tive tantas curiosidades e, naturalmente, uma boa pitada de adrenalina e medo.

Pois bem...Levantei-me as 4:00 am tomei um banho morno para relaxar a ansiedade e antes das 4:20 já havia despedido-me muito rapidamente dos gatos com a promessa de que nos veríamos em breve (para não chorar). Lá embaixo, esperava pela Musa, minha grande amiga, carona e companhia da minha mãe nesse evento tão inédito e especial. Tinha também a Pri que as acompanharia, mas que chegaria um pouquinho mais tarde.

Ao chegar no hospital fiquei com as enfermeiras enquanto a minha mãe foi resolver a papelada.
A internação aconteceu numa sala de pré parto, onde ficávamos ali esperando a hora H e sendo, bem lentamente preparadas: soro, camisolinha, tricotomia (raspam a periquita mesmo com a depilação quase ok).

Eu e mais umas quatro mulheres esperando pela grande chamada... Naquela hora parecia algo tão comum... Só depois é que fui me dar conta de que jamais esquecerei o rosto de cada uma delas. Estavamos passando na mesma madrugada pelo momento mais marcante das nossas vidas. Das cinco, apenas uma estava indo para o segundo filho; as demais estavam vivendo exatamente o mesmo turbilhão que eu.

Como num passe de mágica, eu passei a ter contrações de parto... Era como se Alice viesse ao encontro da nossa hora marcada para nascer, o que me deu certo alívio.

Pois bem... Chegou a hora de ir para o centro cirurgico e me levaram... no caminho, deitada na maca que era conduzida por duas enfermeiras tranquilas, eu pensava e sentia um misto de coisas...emoção e medo acima de tudo.

Ao chegar no Centro Cirúrgico, me colocaram numa maca bem mais estreita (pesando o que eu pesava, qualquer maca pareceria estreita) e dura... O anestesista chegou, fez algumas perguntas, me deu anestesia e logo meu médico chegou também.

O tempo da cesárea passou rápido mas eu não perdi nada nada daquela experiência que eu queria tanto ter na vida. Os médicos batem papo na hora do parto e o papo dos meus foi interessantíssimo... Falaram um pouco de enologia (que eles acham viadagem...eu também acho um pouco, nunca senti sabor amadeirado ou de chocolate num vinho), e sobre risotos e tartufos... Embora eu discordasse de boa parte do que eles estavam falando, fiquei quietinha apenas sentindo os cortes (não a dor, claro) e tentando entender exatamente o que acontecia já que aquele monte de panos cinza na minha frente me poupavam da carnificina que acontecia ali, em mim.

Perguntei para o anestesista em que parte estávamos e ele disse que ainda nem tinha começado... Eu sabia que era mentira e ele sabia que não me enganava e logo retrucou: “Está quase nascendo”. É engraçado por que dá pra sentir tudo... Deu pra sentir Alice saindo de dentro da barriga e logo me mostraram aquela menina minúscula, roxa e com uma gotinha de sangue entre o nariz e a testa.

Enquanto preparavam Alice e o meu médico me costurava (dá pra sentir tudo também!) eu fiquei ali pensando que tinha bem pouco tempo para tentar organizar a vida... Alice voltou pra perto de mim e a enfermeira a encostou no meu rosto... o rostinho pequeno e quente que deitou sobre o meu foi bastante especial e querido.

Saindo dali, fui para a sala onde me recuperei e aos poucos iam chegando as outras mulheres da sala de pré-operatório. Nosso reencontro já com as barrigas vazias e a responsabilidade de sermos mães. Passamos horas nos recuperando com uma sonolência gostosa e com os bebês vindo um pouquinho para junto de nós para serem amamentados. Embora eu não tivesse ainda nem um pouquinho de leite, a Alice já mamava como se tivesse sabido sempre que assim continuaria seu processo de nutrição, após o cordão umbilical. E sabia mesmo.

A primeira noite não foi nada legal. Dava uma insegurança danada deitar e levantar da cama por causa do corte... A dor não era intensa... Mas doía um pouco sim... E a Alice não dormiu... Pegava no sono e em 5 ou 10 minutos chorava de novo... Eu tinha uma companheira de quarto, a Noemi com sua filhinha Helena que nascera dois dias antes da Alice. Sorte a minha que a Helena também não dormia; assim eu não me senti tão culpada por perturbar o descanso delas... A situação era a mesma.

Meu leite veio só três dias depois e foi bastante angustiante imaginar esse tempo todo que a Alice estava sem comer... Mesmo com os médicos dizendo que os bebês nascem com uma reserva, aquilo me deixava angustiada.

Recebi um monte de visitas importantes no hospital e um monte de ligações de amigos que não puderam ir pelo tempo frio e chuvoso de São Paulo, minha cidade tão querida.

A hora de ir embora foi um misto de emocão com medo, como todo o processo de gravidez e parto (analisando friamente, agora....)

Pois é... A partir desse momento, acabou gravidez...

Agora o negócio é ser mãe e sobre esse assunto, vou continuar fazendo registros em outro blog que leva esse mesmo nome: “Agora o negócio é ser mãe”. Além de fazer alguns registros sobre o desenvolvimento da Alice, vou tentar fazer reflexões sobre o desenvolvimento infantil com base nas coisas que eu já estudei e na minha experiência como “dona” de uma criança.

Então, o que posso dizer é obrigada para os que me acompanharam aqui e nos encontramos no meu novo endereço: http://agoraonegocioesermae.blogspot.com/

sábado, 8 de agosto de 2009

um pouquinho antes do parto - outras reflexões sobre o dia anterior


O dia anterior ao do parto, como em todos os outros dias deste mesmo mês, sentia de maneira plena o significado de estar no limite da gravidez... Pernas, pés, andar, respiração... Tudo muito sofrido. Isso sem falar nas dores... Nesse dia finalmente usufrui em dois diferentes estabelecimentos, de prioridade total: Entrei no banco e fui atendida imediatamente; na frente de velhos e idosos (ver a diferença entre velho e idoso na postagem que fala sobre o atendimento preferencial: a senhora do metrô está lá definida como velha) e até de outras grávidas...Estranhei a prioridade total mas usufrui dela, afinal a coisa tava preta. Mais tarde fui terminar o acordo de portabilidade do meu celular (programão de pré parto, não?). E nunca vi uma loja de operadora de telefonia celular ser tão rápida para atender e fazer negócio! Conclusão: estavam com medo de mim. Acho que nenhum estabelecimento quer uma mulher parindo ali...Era essa mesma a sensação que eu devia estar dando, pois no dia seguinte (o dia do parto) descobri que estava sim, entrando aos poucos em trabalho de parto naquela mesma noite.

Bem...O dia foi útil e intenso...Malas arrumadas, um pouco de choro escondido no banheiro por saber que em poucas horas, na madrugada seguinte, já estaria internada e com a minha vida radicalmente modificada. Isso sem falar nos gatinhos Jack e Nick 13... Despedir-me deles homeopaticamente estava sendo realmente dolorido.

Passei bem a noite embora tivesse me levantado diversas vezes com uma dor de barriga incrível, semelhante a uma cólica intestinal que horas depois fui saber tratar-se mesmo mesmo de contração.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

último dia antes do parto

Parece tão surreal...Uma mistura de cansaço, reticência, medo e perplexidade. Uma parte nasce e uma morre... Para traduzir o sentimento: RAMONES

http://www.youtube.com/watch?v=wMD7Ezp3gWc

tradução da música:

EU QUERO SER SEDADO

refrão

Vinte,vinte,vinte quatro horas a mais
Eu quero ser sedado
Nada para fazer,nenhum lugar para ir,
oh Eu quero ser sedado
Apenas me leve para o aeroporto,
me coloque num avião
Depressa, Depressa, Depressa
antes que eu fique insano
Não consigo controlar meus dedos
Não consigo controlar meu cérebro
Oh no,oh oh oh oh

refrão

Apenas me coloque numa cadeira de rodas
Me ponha num avião
Depressa,Depressa,Depressa
antes que eu fique insano
Não consigo controlar meus dedos
Não consigo controlar meu cérebro
Oh no,oh oh oh oh

refrão

apenas me coloque numa cadeira de rodas
me leve para o show
Depressa,Depressa,Depressa
antes que eu fique louco
Não consigo controlar meus dedos
Não consigo controlar meus dedões
Oh no,oh oh oh oh
Ba-ba-baba, baba-ba-baba,
Eu quero ser sedado
Ba-ba-baba, baba-ba-baba,
Eu quero ser sedado
Ba-ba-baba, baba-ba-baba,
Eu quero ser sedado
Ba-ba-baba, baba-ba-baba,
Eu quero ser sedado

Bem... Vou nessa...Na verdade não faltam 24... Faltam apenas 4 horas para ir...
Depois , quando eu voltar conto da cesariana. Essa experiência diferente.

domingo, 19 de julho de 2009

Assento Preferencial


Resolvi fazer um adendo no blog para falar do "assento preferencial" nos transportes públicos da cidade de São Paulo e nos meios de transporte dos demais lugares... Essa reflexão pode se estender também para atendimentos preferenciais no geral. Em filas de banco, de farmácia, laboratórios, caixas eletrônicos, etc, etc...

Sempre, ao andar em transportes públicos, procurei dar preferência a quem eu achasse mais necessitado do que eu na hora de escolher ou não se ia me sentar. E essa preferência, da minha parte, nunca se restringiu ao símbolo que identifica gestantes, mães com crianças no colo, idosos, deficientes ou obesos... Mas sempre procurei recorrer ao bom senso. Uso todo o tipo de transporte público que a cidade de São Paulo oferece: taxi, ônibus, metrô, trem, vans, etc... e por usar transporte que atende a diversificadas classes sociais, também encontro ali todo tipo de gente, de pessoas que estão passeando até trabalhadores exaustos. Sendo assim, sempre cedi o lugar a quem eu considerasse estar mais cansado do que eu. Foram raras as vezes que me sentei sentindo que determinada pessoa à minha frente pudesse estar tão cansada quanto eu e, mesmo assim eu permanecesse sentada, aliás, bastante raras.

Engravidei e não aderi ao "direito do assento" por que minha condição e disposição física foi se alterando bem aos poucos. Eu sentia que estava bem, ali, de pé, e assim continuava. Apenas a partir do sétimo mês comecei a deparar com iniciativas de pessoas que se levantavam e faziam questão que eu me sentasse. Às vezes eu me sentava, às vezes não.

Depois que atingi a metade do oitavo mês a coisa começou a ficar mais pesada e eu passei a aceitar todas as ofertas de assento ou mesmo passei a tomar a iniciativa de me sentar em assentos preferenciais até para não atrapalhar o resto do povo pelo grande tamanho que meu corpo havia tomado.

Pois bem... Passei a entender e refletir sobre a questão do DIREITO com base na autoridade de quem pode usufruir dele (mesmo por que, à essa altura do campeonato, eu estava realmente precisando me sentar durante as viagens de ônibus, metrô e trem). Esse processo de relfexão foi alimentado por comportamentos de diversas pessoas com as quais viajei.

Encontrava todos os dias um rapaz jovem e bonito ao voltar do trabalho. Pegávamos o mesmo ônibus e ele fazia questão de sentar-se sempre à frente, num local de assento preferencial. Foram diversas as ocasiões em que adentrava ao ônibus uma senhora bem idosa, aliás, entram aos grupos; e ele jamais se levantou para ceder o lugar... Isso me causava um tremendo mau humor por que eu acabava levantando e cedendo o meu lugar enquanto ele ficava lá, tranquilo, sentado, até o final da sua viagem... Passei a observá-lo no ponto de ônibus, antes que o ônibus chegasse para decifrar e encontrar o problema que ele tinha...Se tinha uma questão motora...Não. Uma deficiência auditiva ou visual...Não. Mental...Tinha dúvidas... Cheguei à conclusão de que tratava-se de uma deficiência social: falta de educação... Não no sentido de ser mal educado, mas percebia que ele estava literalmente salvo e tranquilo, protegido pela ignorância, pela não reflexão. Ele devia sofrer de TDA-H (Transtorno de Déficit de Atenção - Hiperatividade, algo que no caso dele jamais foi tratado). Mas deixo esse rapaz de lado por que já me peguei alterada de raiva apenas por escrever e me lembrar dele.

Outra pessoa que me marcou profundamente foi uma senhora no metrô. Para evitar encontros com o tal rapaz, passei a pegar outro ônibus; ônibus que me levava até uma estação de metrô e que me fazia chegar, assim, mais perto de casa. Pagava um pouco mais por esse tipo de transporte "duplicado" mas isso evitava o desconforto das reflexões raivosas. Pois bem... Já estava no oitavo mês de gravidez e com uma barriga admirável. Entrei no vagão do metrô que estava simplesmente lotado. Avistei um assento cinza (o preferencial do metrô) e fui em direção à ele. Quando estava quase me sentando, passou uma senhora que aparentava ser bastante saudável (apesar do mau humor também aparente) e com não mais do que 60 anos. Essa senhora me pasmou antes de efervecer em mim a raiva que veio logo em seguida. Ela me segurou pela barriga (isso mesmo), me afastou e sentou no lugar onde eu já quase descansava a bunda. Fiquei ali de pé num estado de indignação por ter tido a barriga empurrada com agressividade, que quase chorei. Percebendo a situação, a pessoa que estava sentada no também preferencial assento ao lado da senhora grosseira, me cedeu o lugar... Sentei-me, então, lado a lado com aquela que havia acabado de me empurrar. Estava tentando respirar e tentando me acalmar quando, na proxima estação, duas portas distantes de onde estávamos sentadas, entrou uma nova multidão e uma senhora verdadeiramente idosa. Entre nós e ela, aproximadamente 50 assentos sendo que 6 ou 8 também eram preferenciais e muitos deles estavam ocupados por pessoas idosas, gestantes, com crianças no colo ou pessoas normais mesmo, que tinham sentado ali por um motivo qualquer.

A mesma senhora, que havia me empurrado minutos antes me cutucou com o peso da raiva nos dedos e disse: aquela mulher precisa sentar, está te chamando (para levantar? pensei eu). Em segundos tive diversas questões como por exemplo o fato de que eu também tinha direito e necessidade daquele lugar. Reconhecia sim que a senhora idosa talvez precisasse mais do lugar que eu mas me indignava a postura da outra senhora, raivosa e que não reconhecia nossa igualdade de direitos, mandando-me, praticamente sair dali. Respirei fundo ainda pensando no que fazer e antes que eu decidisse, a senhora idosa já havia sentado. Permaneci ali e saí apenas quando chegou o meu ponto de descida. Indignada, com raiva, sentindo-me mal e pensando, acima de tudo sobre a diferença entre uma pessoa velha e uma pessoa idosa... Esse assunto me deixou bem raivosa. Mesmo.

(continua...)

sábado, 18 de julho de 2009

A ultima consulta


Nessa sexta, logo após estar com 38 semanas completas de gestação, tive a última consulta antes de marcarmos definitivamente a data da cesárea. A consulta foi um pouco diferente das outras por que fiz o exame de toque...Senti bastante medo ao fazer o exame por que na cultura de bactérias, exame feito duas semanas atrás, eu senti muita dor...Pensei que o exame de toque seria bem mais difícil e dolorido e tinha a ignorante certeza que dessa vez, sem falha, a minha bolsa estouraria. Não estourou. E o exame disse o seguinte: colo do útero bem fechado. Bom.

Após o exame, medimos pressão (sempre baixa, sempre boa, único ponto sobre o qual o médico nunca deixou de me elogiar), o médico ouviu o coração da Alice e fomos finalmente para a sala ter a conversa final.

Ele não reclamou do meu peso...Tenho que confessar que nas duas últimas pesagens, eu sabotei um pouco essa informação (eu vou sozinha até a balança, me peso e digo pra ele o quanto estou pesando; ele não confere). Não que eu tenha mentido sobre altos valores... Mas sabe quando a gente sobe na balança pra se pesar e conforme a gente respira, os gramas sobem e descem? Então...Por excesso de honestidade eu sempre falei o meu maior peso mas desde a última consulta eu tenho dito o menor peso...Ainda faço o esforço de esvaziar beeem o pulmão pra ver qual o mínimo que consigo atingir e detalhe: faço um monte de xixis e não fico bebendo água na sala de espera. Antes eu bebia 4, 5 copos de água antes de entrar para a consulta e me pesar... Isso, é claro, sem fazer xixi antes de subir na balança.... Pode parecer ridículo, mas... A gente se ajuda! eheheh E no final das contas, essas estratégias todas juntas devem reduzir uns 300 gr (sendo que minto com relação a 20, máximo 30 gramas deles).

Bem, mas voltando à mesa de conversa do médico, marcamos finalmente a data da cesariana. Pra minha frustração, não será dia 21 pois o parceiro dele (anestesista?) não pode nesse dia. Então marcamos para dia 23 as 7:30 hs da manhã. Me interno mais cedo por que a cesariana deve acontecer nessa hora marcada. Esse aumento de dois dias pra Alice nascer me deixou profundamente desorientada... Parece que trata-se de um tempo tão imenso que dentro dele poderei fazer algo novo como um curso, um passeio, uma viagem... E para não parecer ridícula eu fico me exercitando o tempo todo em dizer.... Só mais dois dias, só dois dias além daqueles poucos que faltavam... Mas vai passar logo.

E que passe mesmo...Essa semana fiz algumas andanças, a mercados, ao médico...Sempre usando o sistema público de transporte, já que moro num lugar em São Paulo onde chega-se facilmente a qualquer outro lugar e também pela questão economica... Ontem, voltando do mercado com a companhia da minha mãe, que aqui chegou para me ajudar e o tem feito intensivamente, cheguei à conclusão de que não tenho mais meeesmo as mesmas condições físicas que tinha até semana passada para me deslocar e fazer as coisas em casa. Tudo está ficando tremendamente difícil. E as dores diversas estão se intensificando também. Dói a parte baixa da barriga, parece a bexiga, não sei exatamente, sinto dores isoladas semelhantes às cólicas menstruais, dor nas costas, as pernas parecem pesadas demais. Fiz minha última sessão de massagem essa semana e por mais que a massagem alivie, sair de casa para ir até ali (que antes era tão perto mas hoje parece que tornou-se tão longe, o mesmo lugar) passou a significar um tormento para mim... a massagem é descanso e drena mesmo o que consegue de líquido retido, mas chegar até lá e depois voltar para casa... Meu Deus!

Quero ressaltar que durante essas 38 semanas de gestação eu fiz 32 sessões de massagem e elas me ajudaram muito. A massagista, Adriana Nonaka é fisioterapeuta e soube entender as minhas necessidades de cada dia e proporcionar alívio e bem estar. Ouso até dizer que além de remediar parte do insano inchasso, reduziu um pouco a aparência tenebrosa que minhas pernas estavam adquirindo. Lamento que a minha ida para Rio Claro não permita que eu continue esse trabalho com ela no pós-parto; mas trata-se de uma profissional que eu indico não apenas para quem estiver esperando um bebê, mas para qualquer pessoa que queira se cuidar. Ela atende aqui na Vila Mariana e no Itaim Bibi e caso alguém se interesse, eu passo o contato via email.

Bem...Sendo assim... Faltam agora, que é domingo, quatro dias pra ela nascer.

domingo, 12 de julho de 2009

As consultas passaram a ser semanais

Chegando tão perto da data provável do nascimento da Alice (não apenas da data provável, mas da data limite também) as consultas médicas passaram a acontecer semanalmente. Meu médico que ia viajar teve sua viagem cancelada e me verá de novo na semana que vem depois de ter me visto semana passada e essa semana....

Essa semana, para minha surpresa ele disse que tudo está ótimo. O peso da Alice, o tanto que meu peso aumentou, minha pressão arterial (11x7, como sempre) e a medida da minha barriga... Não reclamou de nada, nada! Milagre! E de quebra, a boa notícia de nenhuma bactéria como resultado daquele exame chato!

Na próxima semana eu saio do consultório com a data marcada para a cesárea (isso mesmo: dia e hora pra Alice vir à luz)... Acho que dia 21 mas sempre pode mudar (para dia 23 ou 28... Se ele passar para dia 28... Aí acho que eu não aguento de ansiedade... Deus do céu! Além do mais, se nascer dia 21 Alice e Lelah se conhecerão e isso seria muito importante para mim!
Ah....Quantos devaneios!

sábado, 11 de julho de 2009

Faltam 10 dias para Alice nascer…..


Hoje, dia 11, faltam 10 dias para dia 21, quando o médico cogitou que poderemos fazer a tão esperada cesariana... O tempo voa e, ao mesmo tempo, se arrasta. É impressionante... Essa sensação de duplo valor do tempo eu tive também 10 dias antes de fazer grandes e legais viagens como para Itália, Estados Unidos, Semi-árido do Vale do Jequitinhonha; 10 dias antes de ir ao “Playcenter” pela primeira vez, 10 dias antes de reencontrar depois de anos minhas amigas Mary e Lelah, 10 dias antes de ir ao show do Circle Jerks, 10 dias antes de conhecer Nick 13 (o meu “muso” inspirador, o belíssimo vocalista do Tiger Army), 10 dias antes de dar o meu primeiro curso na formação de professores, 10 dias antes de voar pela primeira vez por horas, 10 dias antes de tirar sangue pela primeira vez, 10 dias antes de começar o meu primeiro dia de aula na Unesp, 10 dias antes de fazer cada uma das minhas 9 tatuagens.....
Meus Deus...Parece que para sempre faltarão 10 dias e ao mesmo tempo que dez dias é tão pouco para quem já disse aqui que faltavam 8 meses e 15 dias para Alice nascer, esse tempo em breve será um “passado distante”.

Já está ficando noite... Logo, logo vou me deitar e esses 10 dias terão se transformado em 9. Ah...Acho que vou dormir agorinha!

QUANTA ANSIEDADEEEEEEE!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Resultados parciais da votação de Blogs


Fiquei mega orgulhosa hoje! Recebi um email do "Top Blog" comunicando que este blog é um dos 100 mais votados no Brasil no quesito saúde! Isso não é o máximo? Como pode alguém que reclama tanto da vida e que não deixa o mau humor crônico de lado receber tantos votos de confiança? Obrigada amigos e leitores! Isso para mim já representa mega vitória, não tenho o anseio de ganhar o concurso, pois faço desse espaço um desabafo e uma maneira de registrar para mim futuramente, e para a Alice, o que passamos juntas nesses meses. Mesmo assim... Amei!

sábado, 4 de julho de 2009

Os últimos exames de laboratório


Fiz hoje dois exames que fazem parte da checagem pela qual toda grávida deve passar: mais um ultrasom e cultura de bactérias.

O ultrasom como todos os outros foi normal, estava dessa vez mais ansiosa por fazê-lo por que ao analisar o último que fiz, o médico suspeitou que Alice estivesse com baixo peso. Para meu alívio o peso está normal: 2630 gr com 47 cm. Conversei com a médica que fez o exame e ela explicou que para a idade gestacional e de acordo com o meu tamanho e o tamanho do Ricardo, a Alice está desenvolvendo-se de maneira bastante saudável, tudo dentro do esperado e que ainda engordará 200 gr aproximadamente por semana. Se for isso mesmo e se ela realmente nascer no dia 21, nascerá com o mesmo peso que eu nasci: 2900 gr; mas veremos; meu peso era o meu peso e o peso dela será o peso dela. Claro.

Mancada minha foi não ter levado DVD para gravar este último exame... Na verdade não esqueci, optei por não levar mesmo por que o último exame, com ela 700 gr menor que hoje, já parecia uma incógnita, não dava pra entender nada... Mas hoje... Deu pra ver... Um pouco do rostinho e a pose inétita: está virada de cabeça para baixo e estava chupando o dedo do pé. Perdi. Aliás, perdi não... Eu vi... Os telespectadores habituais desses DVDs é que perderam, mas como bem disse minha mãe, se esse for um hábito dela, vamos ver Alice fazendo isso mais vezes fora da barriga.

O outro exame foi bem chatinho. Primeiro que eu nunca tinha feito exame ginecológico em laboratório; sempre fiz com o meu médico...É estranho demais fazer exame tão íntimo em laboratório mas tinha que fazer...Esse exame tem a finalidade de coletar material “das partes íntimas” pra verificar a presença de bactérias. Dependendo das bactérias presentes, na hora do parto a gestante precisará tomar uma injeção de antibióticos ou, de acordo com o comentário da enfermeira do laboratório, pode ser internada com uma semana de antecedência do parto para fazer o mesmo tratamento... Isso tudo se aplica ao parto normal, coisa que não quero fazer... Prefiro mil vezes a previsibilidade das anestesias e da agenda lotada do meu médico, o que acaba tornando as coisas mais práticas e, de acordo com minhas concepções, mais seguras. Além dessas questões do exame, digo que foi bem doloridinho... Não sei, mas vai chegando o final da gestação e a gente fica bastante sensível... Não apenas doeu naquela hora mas está doendo em pontadas até agora... Passaram mil coisas pela cabeça, inclusive que a bolsa fosse estourar durante o exame. Aaaaai! Mas não estourou.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A chegada do nono mês


Ainda é incrível pensar que dentro de poucos dias (18, achamos eu e meu médico) nascerá a Alice. Pessoa que muda minha condição humana de filha para mãe. Pessoa que já amo um pouquinho e passarei a amar louca e apaixonadamente.

A dúvida ainda faz parte dessa jornada e se manifesta a cada dia. Ver tudo pronto para a chegada dela me assusta. Faz perceber que embora exista uma previsão de chegada, essa mesma data pode mudar pra daqui a meia hora, caso minha bolsa estoure ou ela resolva nascer subitamente.
Parei de trabalhar há duas semanas e sei que essa pausa foi importante para arrumar as últimas coisas dela e do quarto onde viveremos por indeterminados meses. Confeccionei também essas tulipas de tecido, uma a uma para oferecer a quem vier conhecer a Alice naquela hora tão louca de visita nos dias de maternidade. Concretizar a organização do quarto e dos pertences de uma criança foi para mim colocar em prática parte das minhas crenças com relação a como as coisas devem acontecer e ver tudo prontinho permitiu que eu mais uma vez sentisse aquilo que me acompanha por toda a vida: o medo.

Ainda tenho assombrosos pensamentos de que ela pode morrer, raras vezes penso que eu posso morrer também, penso mais na fragilidade dela. O que fazer com todas as coisas? Todos os presentes ganhos, tantas fraldas? A tinta nova da parede do quarto?

Compartilho desses pensamentos com algumas amigas que dizem ser normal e algumas ficam horrorizadas com pensamentos que para mim tem sido tão reais. É duro constatar que as coisas na minha vida não acontecem segundo padrão nenhum e não faço disso uma queixa, aliás, já experimentei padrões e eu definitivamente não me enquadrei em nenhum deles até agora...

Repetindo o sentimento de Cristina, em “VICKY CRISTINA BARCELONA”( http://www.youtube.com/watch?v=glQHG92Yvoo), filme de Woody Allen, até agora eu deparei na vida com diversas coisas que não quero, é apenas isso o que consigo identificar.
Quanto à saúde, nada de tão diferente. Estou com a glicemia levemente alterada (eu disse levemente), acima do peso, o que é óbvio e a Alice pedindo mais proteínas... Conclusão: com muita crueldade o médico indicou que eu passe a consumir diariamente 6 claras de ovos, o que tenho feito parceladamente pelo café da manhã, pelas omeletes do almoço e por um ovinho cozido para acompanhar um eventual lanchinho vespertino.

Outra coisa é que passei por uma fase de não conseguir domir de jeito nenhum... Eu tomo muita água o dia todo e isso me fazia sair do banheiro já com vontade de voltar para lá; mudei alguns hábitos (passei a só me deitar depois de parar de tomar água e fazer 3 xixis) e tenho conseguido dormir um pouco melhor durante a noite e aproveito esse momento de espera final para dormir também em momentos do dia, coisa que, aliás, farei um pouquinho agora!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Minhas impressões sobre alguns livros - parte 2


Your baby’s first year – week by week
Glade Curtis e Judith Schuler

Esse livro foi presente da lelah no mês passado, livro que ela usou pra se educar como mãe do Pedro. Na ocasião do nascimetno do Pablo, segundo filho, já não recorreu à ele por estar craque!

Logo que ganhei o livro pensei em começar intensivamente a leitura. Confesso que tinha uma certa expectativa preconceituosa com relação ao livro por dois motivos: o primeiro era o trauma de ter lido o “O que esperar quando você está esperando”e por ter achado um típico e paranóico posicionamento americano.... Pensei que esse poderia ser também... Depois, tinha a questão do título do livro... “O primeiro ano do bebê – semana a semana”. Aquilo me incomodava por que eu pensava...Poxa vida...Sempre estudei que no desenvolvimento do ser humano, cada pessoa é tão única; uns desenvolvem a fala, outros a coordenação motora, em temmpos nem sempre iguais aos outros... Não apenas em tempos diferentes mas mesmo em habilidades... Como pode um livro virar Best seller colocando o desenvolvimento em quadradinhos? Nessa semana deve acontecer isso, nessa semana deve acontecer aquilo...

O que me fez ter confiança e muita curiosidade pelo livro foi o fato dele ter vindo da Lelah, que como toda boa mineira, não dá trela pra conversa besta não. ! rsrsrs

Pois bem... Estou começando o livro e antes de entrar propriamente nas semanas (em leitura estou na quinta semana) ele apresenta-se através de uma introdução que é fundamental para o entendimento do mesmo... Primeiro deixa claro que cada ser humano é único e desenvolve-se a seu tempo e explica que as semanas referem-se à sequencia de habilidades... Muitas vezes, muitas habilidades tem como pré-requisito outras habilidades e assim, independente da comparação entre criança-criança, semana a semana, o livro mostra sequencia do desenvolvimento humano. Aí sim, como estudiosa do assunto independente do fato de estar me tornando mãe, achei que o livro constitui-se numa ferramenta muito bacana e detalhada para pais e profissionais. Estou gostando e muito e tenho certeza que vou usá-lo no primeiro ano da Alice e nos meus demais anos de profissão acompanhando educadores de bebês e de crianças pequenas.

Além dessa explicação, o livro é um bom orientador com relação à preparação para o nascimento de uma criança... Fala das necessidades reais da criança e oferece opções bem bacanas para todas as culturas e níveis sociais de famílias... Um exemplo é com relação ao espaço onde a criança dormirá, que pode ser de um cesto, passando por um berço até um desses berços mega especiais que podem transformar-se em mini camas para quando a criança dá aquela crescida que não é mais caso de berço mas ainda não é também caso de cama!

Procurei no site da Fnac e da Livraria Cultura pelo mesmo livro traduzido para o português, mas para a minha surpresa eles oferecem outro título: “Bebê, o primeiro ano de vida do seu filho”. Coincidentemente a minha amiga Musa me emprestou esse livro que ainda não comecei a ler, mas como os autores não são os mesmos, o livro também não é. Foi muito bem indicado pela Musa e assim que fizer uma análise dele, publico aqui a minha resenha, os meus comentários!

domingo, 21 de junho de 2009

Minhas impressões sobre alguns livros - parte 1


"O que esperar quando você está esperando" Arlene Eisenberg

Bem...Logo que engravidei a primeira coisa que fiz foi comprar o livro tão falado pelas minhas demais amigas grávidas. Todas diziam ser uma bíblia da gestação e eu não poderia ficar sem...Ainda mais eu, que tenho o insaciavel hábito de comprar livro mesmo que não possa ler imediatamente... No caso desse tratava-se de um material com necessidade de leitura imediata... Primeiro por que minha gestação não começou tão bem, depois por que eu queria viver e entender plenamente essa experiência e entender como é que se forma outro algúem dentro de você.

Pois bem... O livro é bastante completo, uma Bíblia mesmo... Você pode ler de cabo a rabo, pode ir lendo conforme sua gravidez evolui ou pode pesquisar... Tem um índice bem bacana onde você pode encontrar os termos específicos e todos os lugares onde o assunto será tratado dentro do livro.

Tive uma primeira impressão não tão simpática... O livro me lembrava a paranóia americana ao dizer que TUDO não podia fazer... Não pode tomar chá natural, também não pode tomar chá artificial, não pode tomar banho quente, não pode, não pode, não pode.... Sei lá...Acho o povo brasileiro mais surrado...Estamos acostumados a aguentar muitas circunstâncias na vida e de repente nem temos condições de bancar tantas alterações na rotina... Passei a ler o livro em aniversários de mês de gestação e em caso de dúvidas...

Essa semana tive uma dor de dentes incrível...Eu nunca tinha tido dor de dentes e de repente aquilo me pareceu agonizante... Como havia feito minha consulta de rotina e não tinha nada de cárie, pensei: não pode ser nehuma podridão.... O que será? Lembrei que diversas mulheres dizem que os dentes sofrem na gestação e tive a brilhante idéia de procurar pelo livro. Resumindo, a orientação em caso de dor de dente é: procure seu dentista... E ainda atribuem os problemas de dor de dentes ao fato de que a mulher, quando engravida, "esquece" de escovar os dentes e fica com cáries...

Oh God!


"Gestos de Cuidado, Gestos de Amor" André Trindade

Esse livro fala sobre o desenvolvimento do ser humano e considera que o mesmo começa na concepção, tendo importante marco na hora do parto e no estabelecimento das relações com as pessoas que cuidam da criança. Fala da relação da mãe com o bebê, do pai com o bebê e do bebê com o mundo. Gosto muito da maneira do André escrever e trabalhar e de como orienta cuidadores de crianças pequeninas. É um professor para mim. O livro é ótimo e tem imagens lindíssimas!

leituras variadas


Tem muitas coisas que a gente lê sobre gravidez, especialmente quando engravida pela primeira vez. Estou organizando uma série de sinopses de livros pra publicar aqui.... Serão, na verdade os nomes dos livros, algumas capas e comentários sobre o que achei, ou estou achando deles.... Alguns, específicos sobre gravidez, outros, sobre desenvolvimento infantil, sobre saúde... Mas tem também leituras bem legais que faço soltas pela vida e que me emocionam ou impulsionam novos sentimentos... Acompanho a algum tempo o BLOG "Sabe de uma coisa?" da Flávia Brito que escreve deliciosamente... Uma escrita às vezes agressiva, às vezes doce e que senmpre me ensina palavras novas pra colocar no discurso cotidiano... Hoje li esse texto sobre o nascimento de um bebê e isso me remeteu à descoberta do amor materno e à possibilidade de entender como as coisas acontecem.

O texto está aqui no link, chama-se "Pequeno Milagre" ...Assim vocês aproveitam pra conhecer o blog da Flávia, que me foi indicado pela Lelah.

sábado, 20 de junho de 2009

Declarações de amor




















Engraçado… Tenho recebido presentes e lembranças para comemorar a chegada da Alice de fontes diferentes... Mães de alunos, parentes, amigos e até pessoas que eu não conheço pessoalmente, mas pelas quais tenho carinho grande. Todos os presentes significam para mim uma manifestação de boas vindas muito carinhosa, muito atenciosa e é claro, contribuem muito para todas as necessidades de um bebê...






























Mas o que me fez escrever hoje aqui não foi cada pertence, cada objeto recebido não... Foram os cartões que os acompanham. Todos lindos, com dizeres sinceros e muito, mas muito gostosos de ler e reler.... Vão sendo, aos poucos, todos registrados aqui.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

• 34 semanas... ultrasom e ... BRAXTON HICKS


Bem...Fazia um tempão que eu não fazia ultrasom... Andava com o corpo diferente, com um leve mal estar, incômodo nas posições e não entendia o que estava acontecendo... A barriga cresceu muito, engordei bastante a ponto de estar chateada ao me olhar no espelho... Minhas amigas, em ataques súbitos de gentileza dizem que não estou gorda, que é apenas inchaço... Mas 92 quilos...É gordura E inchaço e de acordo com o meu muito realista médico: mais gordura que inchaço. Sei bem... Já pesei 94 sem estar grávida...Ah sibutramina, sibutramina...quando é que você volta?

Mas voltando ao ultrasom... O meu súbito mau estar e incômodo nas posições têm explicação: A Alice já virou! Está de ponta cabeça... Impressionante como é a natureza, não... Num dia a gente é livre, conhece alguém, namora um pouquinho e... é muito rápido o susto de engravidar, perceber mudanças no corpo e na vida... Isso sem falar no processo incrível que é ter um serzinho que é meu, tão meu, formando-se dentro de mim. Uma pessoa. Desculpa o mau palavreado mas...Entra um pouquinho de porra, por acidente, um tiquinho que escapou e sai uma menina que: vai pra escola, vai querer sapatos mais legais que os meus, vai chorar por namorado... Oh God!

Mas enfim... Além de entender melhor as novas sensações serem decorrentes da nova posição da Alice, soube hoje que ela está com 1.859gr, e tive minhas primeiras contrações... Eu que sempre pensei que contração fosse algo extremamente dolorido, me dei conta que não é... Pensei que fosse uma cólica menstrual gigantesca (mas essa, já me informaram, só na hora do parto natural)... Não é. A contração é algo que faz o útero endurecer e depois relaxar... Braxton Hicks, muito prazer.

Isso mesmo... Braxton Hicks é o nome que se dá às contrações que tenho tido e segue abaixo explicação técnica sobre o assunto.

“As contrações chamadas de Braxton Hicks normalmente começam a aparecer por volta da vigésima semana de gestação. Essas contrações podem ser sentidas mais cedo ou com maior intensidade se for a segunda ou terceira gestação. Você perceberá os músculos do seu útero contraindo-se por 30 a 60 segundos. Entende-se que o útero está exercitando-se, preparando-se para as contrações verdadeiras de trabalho de parto que ajudarão a empurrar o bebê quando chegar a hora de nascer. Nem todas mulheres sentem essas contrações esporádicas e normalmente indolores, que ganharam esse nome de John Braxton Hicks, um doutor inglês que foi o primeiro a descrevê-las em 1872. Essas contrações iniciam-se na parte superior do útero e vão gradualmente descendo antes de relaxar novamente. As contrações do trabalho de parto são mais prolongadas e bem mais intensas que as Braxton Hicks. Para a mulher que esteja em sua primeira gestação pode vir a pergunta em sua mente: "Como saberei diferenciar as Braxton Hicks das contrações verdadeiras?"A resposta pode parecer vaga mas, é praticamente impossível não diferenciá-las no momento em que o trabalho de parto efetivamente se iniciar. Mesmo sendo indolores, essas contrações podem ser desconfortáveis. As Braxton Hicks podem aparecer enquanto a mãe está exercendo alguma atividade física mesmo as que requerem pouco esforço físico como tirar compras do carro. Se você sentir desconforto deite-se e relaxe por alguns minutos, se não melhorar, caminhe devagar pelo ambiente. De maneira geral, mudar totalmente a posição do corpo pode fazê-las parar por completo. É recomendável beber bastante água para ajudar a minimizar as contrações que também podem ter sido causadas por desidratação. Em geral, uma falta de líquidos torna seu útero mas irritável - mais uma das muitas razões para beber muita água enquanto você estiver grávida, pelo menos oito copos de água por dia. Não se esqueça. E, comunique seu médico se as Braxton Hicks vierem acompanhadas dos seguintes sintomas: * Dor na parte inferior das costas* As contrações forem regulares e seu intervalo estiver diminuindo* Perda de líquidos através da vagina Estes sintomas podem indicar o início do trabalho de parto, até mesmo um parto prematuro, e exigem atenção médica.”

Fonte: http://www.e-familynet.com/pages.php/PT/000/braxtonhicks.htm

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O que a Alice come, o que a Alice vai comer



Desde que engravidei passei a evitar uma série de coisas na alimentação... Tirei todo e qualquer tipo de bebida, fumo e anfetaminas da rotina... Senti falta no começo, a falta que sentia passou e agora, depois de um tempo sem, questiono se vou precisar de tudo aquilo novamente (as anfetaminas vou, com certeza... fórmula mais mágica do mundo pra emagrecer e que eu não escondo: amooo). Sinto falta de boas taças de vinho tinto, sinto falta da quantidade de café que eu tomava antes, sinto falta dos pastéis da feira que foram sendo abolidos gradativamente...

Embora eu esteja engordando a passos cavalares, e esteja anêmica, minha alimentação melhorou e muito... Minha anemia deriva do meu pai, que tem anemia do mediterrâneo e juntando essa característica genética tem o fato de que eu não como carne há muitos anos, catorze. Então tenho controlado a anemia comendo mais espinafre e umas pastilhas que parecem chocolatinhos e que fazem o cocô ficar preto (sulfato ferroso)... O máximo da malfeitoria tem sido uma ou duas vezes no mês um Doritos, por que eu também sou filha de Deus.

Tenho feito sopas legais, como uma de espinafre com hortelã e uma de abóbora com gengibre e gruyére... Ontem fiz panqueca integral com recheio de ricota e espinafre... Tudo fresquinho, muito bom... Tenho feito pães naturais em casa, comido iogurtes, enfrentado as frutas, e evitado os trash food da vida...

Algumas pessoas perguntam se a Alice também será vegetariana... O vegetarianismo para mim é uma escolha pessoal por que nunca entendi como a sociedade mata com tanta naturalidade animais que são tão queridos, inocentes e doces (não no sentido literal, claro) para comer... Sei que há gerações o ser humano é dependente da carne animal e não fico questionando se somos carnívoros ou não de natureza...Apenas acho que evoluímos e pudemos fazer opções. A minha é essa. Sei também que os neurônios se formam e criam seus canais de comunicação nos três primeiros anos de vida da criança e que por sermos descendentes de gerações que consomem carne, a carne tem grande valia para esta importante formação no cérebro humano... Minha família come carne moderadamente, a do Ricardo tem a cultura sulista do churrasco; aliás, Gegê, avô da Alice, é reconhecido por este talento. Então é claro que eu vou ser sensata na condução do cardápio da minha filha... Vai poder comer carne, vai conhecer meu menu natureba também e... Inevitavelmente conhecerá algumas das porcarias que eu tanto aprecio podendo usufruir delas de vez em quando. Mas é claro... Sempre que a Alice perguntar por que é que a mamãe não come carne, vai ter a mesma resposta sincera...: “Eu não como carne, filhota, por que os animais são meus amigos... E por que eu não como os meus amigos”

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Só mais uma casquinha...



Estou com 30 semanas de gestação e conforme o tempo passa me dá a sensação de ansiedade e medo... 30 semanas... ¾ da gestação se foram e agora chego à casquinha final. Parece que foi esses dias que conheci o Ricardo, parece que foi esses dias que me assustei com a notícia da gravidez que, aliás, ainda parece ser mentira embora minha barriga tenha crescido numa quantidade surpreendente...

Sinto a pele esticada ao extremo, o peso para a frente começando a se diferenciar da característica anterior do peso dessa mesma barriga, que carrega esse mesmo bebê. Minha respiração está bastante diferente, sinto-me incomodada na hora de sentar e levantar, acho de repente dificílimo ficar agaixada para pegar algo em lugares baixos, não passo mais entre a máquina de lavar e a parede da lavanderia a não ser que dê uma boa apertada na barriga e meu gato Jack já entendeu que se não quiser tomar o remédio que está tomando para o tratamento de uma tosse, pode correr para a lavanderia porque lá eu não chego tão facilmente.

Pensando nesse tempo de gravidez e que já passei por quase toda a fase “interessante”, que já estou na reta final, comecei a pensar também que da próxima vez que for à casa dos meus pais, devo já voltar preparada com as roupas limpas da Alice, naquela bolsa organizada para levar à maternidade. Pensei também que em breve passarei pela tão marcante situação do parto (cesariana, se Deus quiser) e que a partir daí, terei dupla função: me recuperar de um corte na barriga e amamentar; ou seja, depois do corte serei finalmente mãe.

Junto com toda essa expectativa, um pouco de medo de não ususfruir do lado bom de tudo isso. Medo que a bebê morra ao nascer, medo de morrer durante o parto e deixar a filha tão sonhada para o mundo, medo de não realizar sonhos de diversas naturezas... É como se, por prudência, fosse melhor não sonhar.

Ontem comprei duas mamadeiras para completar o meu conjunto (a primeira mamadeira, ganhei da Maria Carolina, é lindíssima, do Palmeiras; meu time do coração), as duas da NUK, modelo mais comum mas que têm o bico ortodôndico que menos prejudica o desenvolvimento da boca da criança.

Por conta de todos esses medos e da incrível sensação de que mesmo faltando apenas 2 meses para o nascimento, a criança possa talvez ser uma ilusão, não tirei as mamadeiras da embalagem. Estão lá, esperando que uma boquinha pequena precise delas e seja esterilizada às pressas.

domingo, 17 de maio de 2009


sábado, 16 de maio de 2009

Semana Negra

Sei que meus escritos, meus desabafos nem sempre são os mais felizes... Talvez seja esse mesmo o propósito desse blog... Compartilhar com as pessoas o lado bacana e o não tão bacana da gravidez... A gravidez como ela é; com altos e baixos, dias bons e ruins e, como bem disse a Lelah, pode variar de uma tpm de 9 meses até uma graaande oportunidade de mudança na sensibilidade e nas aprendizagens diversas.

Essa semana fui assombrada por dois grandes fantasmas... Aliás...De assombração não têm nada, pois são muito reais...É que são de fato amedrontadores...

A primeira passou com a irmã da cunhada da Pri... Estava grávida de 9 meses e por negligência médica e demora excessiva em fazer o parto a bebê nasceu e depois de uma hora morreu...
Isso me faz sentir uma coisa:

m e d o

A segunda aconteceu agora de pouco... Foi o que me fez sentar aqui de madrugada pra escrever isso... Acabei de receber a notícia de que morreu assassinado o filho da Inêz, amiga de trabalho e de vida... Tomou um tiro pelas costas e se foi... Agorinha, faz cinco minutinhos.

Isso me faz sentir uma coisa:

f r a g i l i d a d e

quinta-feira, 14 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Meu primeiro Dia das Mães


Ah... Meu primeiro dia das mães não foi como o esperado... Tive uma discussão com minha mãe logo cedo e embora fosse uma discussão corriqueira, uma grosseria que me é muito peculiar, senti o quanto ela se magoou. Acho que eu estava pesada naquele dia, sem sentir ainda o lado bacana de ser mãe e sentindo que estava perdendo minha individualidade...Até com o Ricardo eu fui grosseira.

Curioso foi que para relaxar, eu lavei, botei pra secar e passei todas as roupinhas da Alice; e tenho que admitir: foi ótimo! Muito gostoso mesmo!Quero fazer isso mil vezes por ela!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Os hidratantes


Meu corpo ainda não foi castigado com as tão temidas estrias... Tenho estrias de outras épocas da vida. Da adolescência, quando fui bem gordinha e engordava e emagrecia com a mesma facilidade com a qual choro e dou risada em momentos de depressão. Mas a estria da gravidez tem para mim outro peso... O peso de quem está perdendo a virgindade no aspecto da reprodução e da responsabilidade... Perder isso e ainda acabar com o corpo não dá... Ainda mais por que eu tenho 9 tatuagens, algumas delas à mostra na foto, pra cuidar além da auto estima...

Os produtos que tenho usado são:
  • MATERSKIN (Brasil)

  • BATH & BODY WORKS (EUA)

  • AVÈNE (França)

  • ÓLEO CORPORAL PÓS BANHO NÍVEA (BRASIL)

  • ÓLEO VEGETAL PARA GESTANTE COM ÓLEO DE PASSIFLORA "MÃMAE E BEBÊ" DA NATURA (BRASIL)

  • LANSINOH (EUA)
Bem... se eu for acrescentando produtos ao uso diário, volto nessa mesma postagem e acrescento aqui. Se surgirem estrias, é por que a eficácia deles foi vencida pela minha gula e sedentarismo (maneira bacana e não colocar essas empresas em maus lençóis). Mas se minha pele resistir... Sei que devo mandar uma cartinha de agradecimento a cada um deles.

No momento os que tem me dado melhor impressão de efeito hidratante e eficácia são Avène, em primeiro lugar e Natura em segundo... Com o Lansinoh, estou fazendo uma experiência; além de passar como manda a bula, nos seios, passo o equivalente a um grão de feijão na mão, acrescento óleo (o da Nívea), misturo bem entre as mãos e passo na barriga. É a poderosa Lanolina à prova!

O que fazer nas consultas médicas?



Antes de engravidar achava mesmo que o Obstetra era um Ginecologista que sabia que tinha um bebê ali... Mesmo por que dificilmente o cara é Oftalmologista e Obstetra, ou Gastro e Obstetra... é sempre Ginecologista e Obstetra... Nada mais logico.

As primeiras consultas foram de extrema decepção, por que eu chegava, ele fazia algumas perguntas tipo...Se eu andava me sentindo bem, pedia exames, dava uma olhada, falava pouco, media pressão, pesava, e fazia uma graça diferente a cada consulta (aliás, ainda faz, pois eu continuo no processo de acompanhamento pré natal) como medir a barriga com fita métrica, ouvir o coração do bebê com um aprerelhinho.... E eu sempre saía dali com a ideia surreal do que é a gravidez com um milhão de questionamentos na cabeça que eu sequer conseguia transformar em perguntas...

Fui percebendo isso no dia a dia, principalmente após as consultas quando minhas amigas vinham perguntar como tinha sido, se eu tinha resolvido tal e tal coisas, se o médico tinha falado sobre tal e tal coisa... Aí eu me dava conta de que estava saindo das consultas sem sequer elaborar perguntas: o que é importante? Como um médico que sabe tão pouco a meu respeito vai me cortar a barriga e tirar de lá um bebê que diz pro mundo que eu não sou mais uma pessoa só ? (agora não digo só no sentido de solitária, mas no sentido de ser alguém descompromissada com a responsabilidade maior por outra vida)

Foi então que comecei a anotar em papéizinhos e na minha agenda mesmo, as perguntas a fazer para quando chegasse o momento da consulta... No começo, durante a consulta, não me sentia à vontade para fazer aquelas perguntas que pareciam tão idiotas... Eu dava uma passada de olho nas perguntas e dizia pra mim mesma..."Até parece que eu vou interromper esse senhor tão imponente pra perguntar se eu posso passar esmalte na unha...". E, assim, acabava voltando para casa com as perguntas sem respostas... E, por isso, as unhas permaneciam sem esmaltes, a cabeça sem o vinho, o rosto sem o creme rejuvenescedor...

Até o dia que criei coragem e abri minha agenda com o discurso que assumia dúvida com relação à relevância daqueles questionamentos todos, que eu vinha anotando há meses... A resposta do médico foi, como sempre, castradora, mas tinha em sua essência o fato de que, por aquilo mesmo, deveria sim perguntar.

Pois foi que a partir de então comecei a abrir três minutinhos em todas as consultas para fazer minha série de perguntas. Curioso é que boa parte delas nao é ele quem responde, sempre pede pra que eu pergunte ao hospital ou sempre responde que se essa pergunta fosse necessária, ele, enquanto médico não seria necessário... O pior é que essas situações me deixavam sair de lá com a sensação de pergunta respondida. Estranho? Bastante... Mas foi pensando sobre isso que deduzi o quanto os médicos são mitos salvadores que a gente cria e saía de lá também com nada mais nada menos que uma bronca por ter engordado demais e, quando ele não se esquecia (e nem eu), uma receitinha de um antidepressivo natureba qualquer... E é claro, o pedido do próximo ulra som para que eu pudesse ver a imagem da criancinha crescendo dentro de mim e começando, aos poucos a se parecer... Ora comigo, ora com o Ricardo.


sábado, 2 de maio de 2009

Visita às maternidades Santa Helena e Sepaco

De acordo com o meu plano de saúde, estou automaticamente fora dos hospitais mais legais de São Paulo... Embora não tenha esse tipo de pânico atrelado à emergências e fatalidades, seria bacana ter o parto num daqueles lugares luxuosos e bem bonitos de se ver... Mas... Voltando à realidade, resolvi escolher dois hospitais para visitar: O Santa Helena, que visitei hoje ( http://www.unimedpaulistana.com.br/site/general/content.aspx?pg=NA==) e o Sepaco que visitarei na próxima semana...

O Santa Helena não parece dos piores lugares embora eu não tenha me sentido mega bem e feliz em estar ali (tenho que considerar que tinha acabado de tomar um suco de laranja do MacDonald's e estava prestes a ter uma baita dor de barriga ali mesmo ao mesmo tempo em que me esforcei ao máximo para chegar em casa e usar um banheiro, digamos... mais saudável, considerando esses tempos de gripe suína)

Lá recebi várias orientações e informações como: não pode tirar fotos lá dentro, o pai pode dar o primeiro banhho e assistir ao parto (pensei que não pudesse), o bebê fica o tempo todo junto com a mãe, os horários de visita são bastante restritos e só entram dois visitantes por vez, não terei direito a um acompanhante.... A criança toma duas vacinas ainda no hospital: uma conta hepatite logo que nasce e uma contra tuberculose antes de sair.

Recebi também a lista de coisas pra levar à maternidade... Uma lista mais simples e real dos que as outras que tenho encontrado na internet.

Bem... Semana que vem, depois que eu visitar o Sepaco, incluo nessa mesma postagem uma avaliação do hospital e um comparativo entre os dois, quem sabe eu consigo me decidir!
Chegou a "semana que vem"e logo na segunda-feira fui visitar a maternidade do Sepaco. A visita foi bem mais tranquila pois não tinha uma multidão e eu fui acompanhada pela Tânia, uma assistente social que me levou para o hall onde ficam os quartos e o Berçário e ali ela me explicou tudo.

O esquema de hospedagem é bastante semelhante ao do Santa Helena. Eu e Alice dividimos o quarto com outra gestante e seu bebê, não poderemos ficar com acompanhante, podemos receber visitas em três momentos: das 11:00hs às 12:00hs, das 15:00hs às 16:00hs e das 20:00hs às 21:00hs... Sondei a possibilidade de pagar pela diferença na hospedagem, para que alguém da família fique 24 horas acompanhando e o horário de visita seja das 10:00hs às 22:00hs mas sai caro... Na verdade o maior conforto disso tudo é não ter que dividir o quarto com outra pessoa e seus visitantes... Se bem que sei lá o quanto isso incomoda...É tão pouco tempo e cada uma estará preocupada e com as atenções voltadas para questões tão únicas e íntimas.... Mas... Acho que visita é mesmo para pensar nessas coisas e para tomar essas decisões.
Se consegui tomar decisão quanto à escolha do hospital? Não... Na verdade gostei mais do Sepaco, me senti bem lá e não sei por que... Os dois hospitais têm lado bom e ruim

Ah... Não posso deixar de comentar que no Sepaco existe um berçário embora o bebê permaneça com a mãe no quarto (eles têm UTI neo natal, tal e qual o Santa Helena tem). O Berçário é para as primeiras horas da criança e da mãe. A criança começa num berço aquecido, passa para o outro berço que depois vai para o quarto. Ali tinha 3 bebês. Dois estavam bem próximos ao vidro, tinham nascido há poucas horas... Pequeninos e perfeitos. Impressionante pensar que poucas horas antes estavam guardados dentro de uma barriga tal e qual Alice está. Mais impressionante ainda é pensar que Alice, já está ficando assim. Quase um bebê, uma pessoa pequena que vive, tem certidão de nascimento e já dará trabalho.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Como fazer um bebê

Vejam que bela indicação da lelah!

http://www.youtube.com/watch?v=luf6ZepNY6o

sábado, 25 de abril de 2009

Presentes próprios para menina




Aqui estão os dois primeiros pertences cientes de que é menina! Vindos da Lelah!

As demais roupinhas que compramos e que ganhei de amigos são lindas; todas, mas são mais neutras por que poderiam ser usadas por meninos ou por meninas.

é Alice !





... e finalmente hoje, beirando os seis meses de gravidez e no exame menos pretencioso de todos, consegui ver o sexo do bebê! A sensação de ter finalmente algo importante (o sexo do bebê definido)me deixou com um misto de sentimentos... Felicidade pela novidade inesperada e uma pontinha de luto. Explico por quê: sempre que pensava no bebê, me vinha à mente um menino; um menino babando, chorando, fazendo birra, aprontando, com joelhos sujos de moleque... Imaginava o corte de cabelo e a miniatura do corpinho do Ricardo andando pela casa... O sentimento de luto se dá por isso: onde foi parar esse menino? E agora, ao mesmo tempo, tenho 3 meses, nem isso, para criar a imagem de uma menina em minha vida. Confesso que de ontem pra hoje já faço fortemente esse exercício e tenho conseguido imaginar coisas legais, que não faria com um menino como comprar os meus tão sonhados vestidos e fivelinhas de caveira, pintar as pequenas unhas de cores bem bonitinhas (com um esmalte para crianças à base d'água), levá-la comigo a passeios estritamente femininos e não me preocupar com até que idade é bacana filho menino entrar com mãe no banheiro das mulheres... São muitas as questões.

A família recebeu a notícia de que trata-se de "una Bimba" com bastante alegria, principalmente as avós e a Bisavó paterna que carrega o nome lindo e inspirador da bisneta: Alice.
Ainda é triste pensar que aquele menino que eu já quase amava não vem mais. Mas Alice terá o seu amor garantido, certamente que sim.

Conversando com a Lelah hoje ela me disse que sofreu o mesmo luto, mas ao contrário quando soube que seriam meninos, cada um dos filhos, e não meninas... Fiquei, é claro, indignada, pois não consigo imaginar nossas vidas sem aqueles gostosos do Pedro e do Pablo e sem todas as peripécias e coisas engraçadas que acontecem lá na vida da família íbero brasileira texana (
http://www.lelaleloca.blogspot.com/)

No mais... Vamos esperar Alice então e sonhar um pouco mais com flor, não necessariamente rosa, do que com piratas.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Primeiro vômito da gravidez a gente nunca esquece


Semana que vem entro no meu sexto mês de gravidez e não posso reclamar pois apenas agora tive esse desagradável episódio: mau-estar, vômito. Sempre detestei vomitar. Acho feio, humilhante, doloroso e sempre me deixa sensível depois...Às vezes até choro. Dessa vez não chorei. Tinha passado mal a tarde toda com febre e mau estar, cheguei a ter episódios de diarréia tão fortes que lembrei-me do Rotavírus que tive há dois anos atrás, única doença da vida que eu pensei mesmo que fosse me matar, pior que a hepatite que tive aos 19 anos... Juntou o medo de arriscar a vida do bebê, a tensão que isso gerou, o fato de estar respirando mal e pronto... Lá fui eu correndo pro banheiro. Vomitei umas quatro vezes seguidas... Uma nojeira só.

Aproveito o ensejo pra deixar uma importante dica para meus amigos e amigas leitores dessas minhas memórias: se for vomitar e não tiver tempo de chegar até o vaso, vomite no chão. É melhor do que vomitar na pia, pois depois é você quem vai ter que limpar e digo com conhecimento de causa: limpar vômito de pia é nojento, trabalhoso, difícil e pode causar reincidência... Principalmente se você não mastigou direito.

Conversei com o meu médico hoje e falando desse episódio, me conscientizei não apenas à respeito das coisas que andava comendo mas fundamentalmente sobre como andava comendo. Tamanho estado de ansiedade não tem me permitido escolher com calma o quê comer e o pior... de que maneira...

Para minha surpresa, na consulta de hoje esperava tomar uma senhora de uma bronca... Tinha certeza que teria engordado pelo menos 4 quilos apenas nesse mês mas não. Engordei apenas 1 quilo e meio. Isso me incentivou a levar meu plano de caminhar diariamente adiante. E a refletir mais sobre as coisas que como.

Para me ajudar nesse processo de ansiedade estou distraindo a alma com Gabriel Garcia Márquez e o seu premiado "Cem anos de solidão", que ainda não fazia parte do meu repertório.

o bebê tocando mais







Entrando no quinto mês, além de perceber as coisas ruins como engordar e ter crises pessoais de diversas naturezas, também ganhei um belo de um presente. Comecei a perceber com maior nitidez os toques do bebê... Já expliquei a diferença entre o "peixinho que passa" e o "tum"... Pois bem. Agora a coisa ficou bem diferente... Bem mais nítida. Primeiro por que percebo fisicamente a presença do bebê e o toque tornou-se mais inconfundível... Quando ele toca, eu sei que é ele. Isso é não sentir-se mais tão só. Bom.Outra característica dessa evolução é que eu passei a perceber quando o bebê dorme e quando está acordado. Não apenas por que chuta, não é isso. Às vezes está acordado e eu sinto que se vira, se apoia e se move lentamente...Ou às vezes rápido mesmo mas sem chutar. Às vezes está acordado e mais agitado e aí sim, dá chutinhos (algo me diz que quando chamamos esses movimentos mais fortes de chutes, podemos estar equivocados, por que parece que eles não acontecem apenas com os pés do bebê; pode ser o corpo todo se esticando, dando um pinote pra trás...tal e qual vemos no ultrasom). Tem vezes que tudo fica numa calmaria danada, principalmente logo após grandes refeições (almoço, principalmente) e aí eu acho que ele está dormindo, descansando...

Esses dias percebi logo que o bebê despertou. Foi bem engraçado. Eu estava deitada na minha cama apenas para relaxar as pernas. Passou pelo quarto o jack, um dos meus gatinhos. Como tenho percebido que eles andam solitários, tenho me esforçado para dar atenção, já que por questões de saúde minimizamos o contato físico (um pouquinho). Sendo assim, chamei o jack de maneira muito carinhosa pra que viesse ficar um pouquinho deitado comigo. Ele veio. Começamos a conversar e eu dizia: "Jackinho querido, que bom que está aqui, estava com saudades de você, lindinho... " Percebi imediatamente quando o bebê moveu-se com certa excitação achando que eu falava com ele! Depois desse dia, passei a perceber que em momentos tranquilos, quando eu falo com ele ou quando outras pessoas falam, ele de certa forma responde... E quando eu estou só e quero saber se tudo anda bem basta me deitar, colocar a mão na barriga e acariciar ou conversar que em poucos instantes começo a sentir o seu leve toque. Isso tem sido bom!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

comer comer comer.... descontrole total


Lembro-me que os primeiros meses de gravidez, por estar recentemente sem os remédios de regime e por ter sofrido o medo do einente aborto que me assombrou no começo, cuidei bem de mim e da minha alimentação...Andava com uma frasqueirinha que a Lelah me deu (que conserva mamadeira de neném ou comidinhas) com os lanchinhos que pudesse precisar. Levava: barrinhas de cereais, mamão, pêra, suco de frutas e de vez em quando um lanchinho leve (por que eu sou louca por pão) de pão integral com pasta de ricota...

Pois bem... Nos dois primeiros meses de acompanhamento com o médico verificamos que eu engordava apenas 1 1/2 k por mês... Dentro do esperado, um pouquinho pouquíssimo acima mas o médico só me dizia: não passe disso.

Coloquei na cabeça, não sei por que cargas d'água, que conseguiria me controlar e que esse "quilo e meio" a mais por mês não significava gordura; e sim gravidez.

Não sei o que aconteceu, em que momento me perdi... Nos dois meses consecutivos engordei 3 kilos por mês... Tomei bronca e até já contei aqui que chorei durante a consulta.

Agora estou preocupada... Sinto que engordei mais ou menos no mesmo ritmo esse mês de novo e com o avanço da gravidez não estou aguentando meu próprio corpo. Estou sentindo-me feia, pesada e esticada... Fora a dor na coluna.

Consigo visualizar perfeitamente o meu descontrole... Nada de frutinhas e saladas tem me apetecido como os pães e as porcarias... Amendoins, batatas...

Às vezes sinto que vou precisar de alguma ajuda extra... O antidepressivo natural ainda faz efeito pois não tenho me deprimido e chorado, mas não chega aos pés de um bom e velho Prozac que deixa a gente alegrona e ainda tira bem a fome!

Atividade física... Qual? Bicicleta que é minha paixão é contra indicada pelo meu médico e aqui em São Paulo eu nem teria como pedalar com segurança... Caminhada? Talvez...Tenho que levantar a bunda daqui e andar... Quem sabe isso me devolve a disposição, me tira a ansiedade... Quem sabe?

Estou tentando encontrar uma solução: voltar ao mosaico? Hummm...Pode ser.

Vamos ver, vamos ver...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Comunicação extra terrestre (intra uterina) será? será? será?

Hoje aconteceu uma coisa engraçada pela segunda vez... A primeira vez foi no final de semana e a segunda foi hoje... Estava conversando com o Ricardo pelo msn pra saber como estão as coisas na Espanha, no curso dele... O bebê deu duas fortes mexidas nessas duas vezes. O que será isso?

Penso que sim, pode ser acaso. Penso que eu posso estar particularmente mais atenta por estar conversando justamente com o pai do bebê, claro... Mas será que o bebê sabe disso? Será que tenta se comunicar? Será que percebe a proximidade do pai? Será que eu, de alguma forma comunico ao bebê que converso com alguém que é importante para ele? Quando será que começa esse amor? Quando será que as pessoas passam a saber do laço que têm umas com as outras?

freak show

Tem mudanças na gravidez que são prá lá de esquisitas.

Estou passando por duas e não estou gostando nada nada delas...

A primeira e que já percebo há cerca de um mês é a coloração dos mamilos... Antes o bico dos meus seios era bem clarinho, rosado. Começaram a aparecer pequenas manchinhas beges, um pouco amarronzadas que vem tornando o bico dos seios mais escuros... A mudança não é tão drástica mas sei lá. É feio, não gostei. É a tranformação do seio sensual para seio mamadeira de neném... Dizem que volta ao normal depois (a cor, pelo menos). Tomara. Tomara mesmo.

Outra mudança é o umbigo...Com a barriga crescendo ele está ficando mais aberto e...AI QUE MEDO QUE O MEU UMBIGO PULE PRA FORA! Que afliçãããão!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Uma foto grávida




Desde que engravidei e parei com os remédios para emagrecer, tenho engordado bastante". É difícil controlar e isso não é culpa da gravidez...É mesmo culpa da minha má educação alimentar e do meu gosto pelas coisas que fazem mal... Ah chocolates e frituras...Amo também saladinhas e pratos naturebas.Amo mesmo; mas não é isso o que me engorda.

Essa situação tem feito com que eu tire bem poucas fotos, mas como sei que é importante registrar a barriga, acrescento aqui um retrato grávida, de barrigona. Minha acompanhante é minha amiga Luiza de apesar de ser grandona assim, tem na foto apenas 7 meses e meio.

domingo, 29 de março de 2009

Visita à feira de gestantes... "Programa de índio".

Tirei parte da tarde do sábado pra fazer o que toda mulher grávida faz. Fui a uma feira de gestantes...

Credo. Fiquei 20 minutos e fui embora... não dava.

A feira se resumia, ao meu ver, à seguinte situação: uma massa de mulheres gordas andando ridiculamente devagar (algumas mais gordas que eu me faziam pensar: "meus Deus...Será que eu vou ficar assim?" e as mais magras, obviamente, me faziam arrepender de não ter segurado mais a boca) com seus maridos andando, visivelmente mau humorados, carregando sacolonas atrás de cada uma delas. Poucas como eu, sozinhas... Mas poucos casais aparentando uma harmonia saudável também.

Dava pena das mães que foram com crianças pequenas, afinal a feira é para gestantes, bebês e crianças pequenas. Os pequeninos, no meio da multidão, passavam em seus carrinhos com os olhos absolutamente arregalados como quem pergunta: "por que a mamãe me trouxe aqui?"

Outra coisa que me irritou foi a atmosfera absolutamente rosa, azul e lilás, cores que eu não gosto tanto... Fiquei pensando em como essa questão comercial toma a massa da população... E como tudo o que é diferente é caro... Tenho sofrido com isso...Eu não gosto de nada. Acho tudo muito feio, muito comum ou muito mal feito... Meu filho que está por vir será tão único para mim e é tão difícil saber que talvez eu me submeta à massa por falta de condições. As pessoas têm criticado esse meu comportamento mimado mas eu assumo: sou assim mesmo e não é no momento mais difícil e importante da minha vida que vou me render. WE LIVE TOGETHER, WE DIE ALONE.

Quinto mês


Essa semana entrei no quinto mês... Pra comemorar fiz um mega ultrasom...Aquele que citei antes com Dopler, que tira todas as medidas e dá detalhes do desenvolvimento do bebê... Pra minha decepção, mesmo com esse exame tendo durado 33 minutos, não conseguimos ver o sexo do bebê... A médica palpitou ser uma menina, mas meu íntimo ainda pensa em um menino Toda vez que imagino, vem à mente um menino sorrindo para mim...

Fora isso...O exame foi bem bacana...Fiquei sabendo que o bebê pesa 500 gr, tem 4 cm de pé e 0,77cm de nariz... Vi também que tem joelhinhos lindos e que faz algumas poses bastante engraçadas! Foi bacana!

A Pri me acompanhou nesse exame e pareceu gostar bastante, pois tinha prometido fazer um vídeo durante o exame pra mandar pro Ricardo mas nem lembrou na hora! :P. Foi bacana também que brindamos antes do exame comendo "suflairs" pra ver se o bebê mexia...mas... NADA! Bem... Valeu pelo chocolate, que continua me fazendo feliz; além do bebê, claro!

sábado, 28 de março de 2009

Os toques que o bebê dá

A vida inteira devaneei sobre as sensações das mulheres grávidas com relação ao progresso da gravidez... Sentir a barriga crescer e perceber e conviver com essa mudança do corpo era algo que me intrigava. Queria saber exatamente qual era a sensação de ter crescendo dentro de mim um outro ser humano. Uma miniatura de pessoa com vida e vontades próprias.

Outra sensação que me deixava bastante curiosa é o fato do bebe se mexer dentro da barriga e de poder sentir os seus movimentos... Essa relação de "um dentro do outro".

A ansiedade para que o bebê mexesse logo me tomava e as tentativas em decifrar essas sensações também.

Senti o bebê pelas primeiras vezes de maneira muito sutil no final do terceiro mês... Era uma breve tremedeira. Considero que o que eu sentia era a gravidez e não o bebê.... Ficava aflita pensando se aquilo era normal e se era daquele jeito mesmo... Confesso que essa sensação "do bebê mexer", assim, tão indiscriminadamente e de maneira tão próxima aos gases me decepcionou e eu pensava: "mas é isso?"

Em meados do quarto mês passei a ter com um pouco mais de frequência (tipo umas duas ou três vezes na semana) a mesma sensação um pouquinho mais lenta, mas, mesmo assim, ainda rápida demais...Quando a gente peercebe já acabou e não tem "replay". É a mesma sensação de ver um gol no estádio de futebol...Poxa vida... Na tv é tão mais fácil entender a dinâmica do esporte com narração embalada pelo crecimento do quase gol e com direito a ver de novo, e devagar, os melhores lances...rsrsrs.

Para essa sensação, para esse tipo de mexida, a Lelah me deu a explicação mais gostosa e convincente: é como se a barriga fosse um grande aquário e tivesse passado ali na frente um peixinho. era isso o que eu sentia: passou um peixinho.
Ainda estava insatisfeita com a sensação... Queria sentir um bebê e não um peixinho e me perguntava a todo instante: "mas é só isso?".

Nessa última semana tive a resposta. Não era só aquilo pois o tipo de toque dentro da barriga mudou... Agora é algo bem mais físico, que vem de algo talvez maior que um peixinho. Mas continua rápido e pontual. Só que agora não passa rápido e vai embora... Agora faz...TUM!

Acredito que essa sensação e esses toques ainda serão aperfeiçoados e tornar-se-ão mais perceptíveis e confesso que não vejo a hora de chegar no mesmo ponto daquelas mulheres que dizem: "aqui está o cotovelo, aqui está o pé, ou ainda... nossa...tomei um chute na costela essa noite que até acordei!" eheh

sábado, 21 de março de 2009

Ana Clara achou pinhões!






Desde que começaram meus loucos desejos por pinhão, tenho a parceria da Ana Clara, que tenta encontrar pinhão em todo o lugar por onde passa. Às vezes estamos no mercado pra colocar créditos no celular, eu pronta para ir embora e ela pergunta: " Viu se tem pinhão?" ou sempre comenta: "... ontem fui em tal lugar e aproveitei pra ver se tinha pinhão, mas não tinha..."

Até que, para minha surpresa, na sexta à tarde ela me liga bastante entusiasmada dizendo " SANDRONI, EU ACHEI PINHÃO!"

Minha alegria foi tamanha! Está aqui registrado então o meu maior agradecimento, não apenas pelo pinhão, mas pela lembrança, pela atenção, pelo carinho e pela amizade. Te amo muito minha amiga!

Então é isso! Desejo de comer pinhão cozido n'água com sal, a Ana Clara matou... Agora... O pinhão na fogueira vai ficar por conta da vovó Inovete mesmo! eheh

sexta-feira, 20 de março de 2009

uma mala especial


Desde que soube da gravidez, após duas semanas, mesmo passando pelos problemas lá com a placenta e com a incerteza do progresso da gravidez, comecei a ganhar uns presentinhos de amigas... Uns paninhos para limpar boca, da Musa; um touca encomendada pela Pri com uma caveirinha bordada, sapatinho de lã da minha mãe... Uma delícia ganhar essas coisinhas tão pequenas que começam a montar em mim a imagem do bebê que as usará.

Depois, fui ganhando mais coisas e quando entrei no terceiro mês o Ricardo decidiu aproveitar a vinda da Lelah para o Brasil para comprar boa parte das coisas que o bebê necessitará. Comprar essas coisas no exterior é mais barato e as coisas têm boa qualidade; comprar os mesmos produtos no Brasil sai, pelo menos, quatro vezes mais caro.

Com a chegada da Lelah com as coisas do bebê resolvi juntar ao enxoval todos os presentes que já tinha ganhado e ocupar uma das minhas malas de viagem com estes pequenos, preciosos e meigos pertences. Depois fui ganhando e comprando mais coisas bacanas... Maria Carolina, uma amiga meio irmã, meio parecida e meio diferente de mim, me deu praticamente um enxoval novo... Muitas roupinhas lindas com os tamanhos pensados em função do tamanho da criança e estações do ano, tipo: quando o bebê estiver com 6 meses estará calor e ele usará roupa tamanho M... Que delícia ter amigas que pensam em tudo! :p

De repente comecei a perceber o quanto que a mala tranformou-se num ritual para mim. Um delícia sentar na sala (no quarto não cabe!), abrir a mala, tirar tudo e ir olhando, olhando... Pegar um macacão e imaginar um bebê ali dentro, o meu bebê. A pessoa que muito provavelmente será a mais amada da minha vida... Penso numa frase assustadora dita num email pela Ana Clara, outra amiga muito importante e especial: "ter filhos é passar a andar com o coração do lado de fora do corpo". Bom... Nem preciso dizer que quase matei a Ana por ter me mandado essa frase forte, castradora e ... verdadeira!

Tenho que confessar que ainda não amo loucamente essa criança...É estranho... Mas pouco sinto e pouco me relaciono com ela... Acho que estou fascinada pelo acontecimento que esta prestes a eclodir na minha vida e, certamente, que sofreria dor de morte caso a criança por ventura não viesse fazer parte da minha vida... É o amor em construção. E a mala me ajuda neste exercício.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Nova consulta: nova bronca e nova alegria


Cheguei mais otimista para a consulta deste mês pois me dei conta que passei praticamente o mês todo sem chorar. No máximo uns três chorinhos que passaram rápido. Quer dizer...O antidepressivo natureba funcionou!

Logo que iniciamos a consulta o médico me pesou e isso já me rendeu um certo mau humor. Engordei mais três quilos esse mês. Tinha engordado três no mês passado e agora mais três... Não adianta dizer que estou retendo líquidos por que tenho tomado muita água (como sempre fiz na vida) e tenho feito massagens pelo menos duas vezes por semana... Deve ser comilança mesmo...Ah... Eu não vejo a hora de voltar a tomar os meus super comprimidos que tiram a fome e dão felicidade... Amor eterno às anfetaminas...

O médico tentou fazer a bronca no estilo bem humorada me dizendo: "Três quilos, mulher? Assim não dá". Coitado, acho que ficou traumatizado por que no mês passado, quando me deu bronca por causa dos outros três quilos, eu chorei. E ele, por sua vez, ficou visivelmente constrangido. Dessa vez não chorei. Não tinha lágrima nenhuma pra sair... Só um pouco de raiva, aquela coisa de não estar conseguindo me olhar no espelho e também ter um monte de vontadezinhas imbecis e fáceis de satisfazer; tão corriqueiras que eu nem citei no meu humilde post anterior.

O lado bacana da consulta foi ouvir, assim, de surpresa, o coração do bebê. Ele usou para isso um aparelho pequenino que colocou na minha barriga com um gel. Só ouvíamos um chiado semelhante ao som do mar, tão comum dos outros exames de ultrasom. E nada do coração. A demora em ouvir me fez sentir medo. Até que ouvimos. Foi bacana. Bacana também foi ver a fisionomia do médico, que é bastante reservado, tranformando-se numa cara feliz.

Semana que vem eu faço outro ultrasom. Um exame morfológico com dopler. Super detalhado e que vai tirar as medidas de todos os ossos do bebê e vai nos fazer ver, nem que seja sob reza brava, insistência ou chacoalhão, se trata-se de um filho ou de uma filha.